terça-feira, 1 de novembro de 2016

VIVENDO NA NOVA ZELÂNDIA - REBORN

Quase dois meses nessa ilhota no Pacífico Sul


- O açúcar não é tão doce quanto o brasileiro.
- Até hoje não achei um achocolatado que preste, só tem um Quik safado, mas não é aquela coisa. Aqui não tem Nescau e nem Toddy para se digladiarem.
- Nas gôndolas dos supermercados e algumas vezes até nas etiquetas dos produtos mostram de qual países eles vieram.
- Eu dirigi aqui e é bem estranho no começo com o trânsito todo invertido para nós, mas depois de dirigir uns 2 kms, levar duas lixeiras e dá de frente com um monte de carro parado no sinal, tu já estará ambientado.
- O asfalto dos caras aqui são fodas, eles jogam toda a água para o canto da pista, para que não dê aquaplanagem.
- Não tem só as faixas de sinalização, têm sonorizadores sobrepostos conforme estão as faixas de sinalização, então acho que até um cego consegue dirigir aqui, pelos braile das faixas.
- Cidade vulcânica tem cheiro de ovo podre, que entra no nariz, e parece que depois tu tem que raspar os pelos do nariz, para ver se sai aquele cheiro terrível.
- Sei que tem vários tipos de neves, mas não sei se isso muda a textura também. Mas neve para quem nunca viu, parece que você está em um estacionamento cheio de brita, mas brita de gelo, é igualzinho. Eu achava que a textura era mais próximo a de sorvete.
- Aqui você conta nos dedos os dias de Sol, e se você não se cuidar, tu entra em uma depressão foda.
- Acho que 70% da população é, asiático, árabe, indiano e maori, e assim, pra caralhooooo. Esse povo vai dominar o mundo mesmo.
- Eu acho que francês não sente o próprio cheiro, por isso esses fdps tem que fazer os melhores perfumes, para ver se eles conseguem sentir o cheiro.
- E reitero aqui, os japoneses são fodas mesmo, e um povo bem gentil.
- Descobri porque há guerras, cada um sempre fala aqui: "Nossa, o padrão de tomada do meu país, é o melhor do mundo". Ai por causa dessa merda, só tem uns 148 tipos e tomadas no mundo, e tu tem que andar com adaptador para cima e para baixo, e detalhe, geralmente eles não são pequenos. E leve um régua de tomadas do Brasil, se for viajar para algum lugar. Ainda bem que trouxe um T pelo menos.
- Acho que nego deve ler livro dormindo, tomando banho, PQP. Aqui a galera lê demais sô. Tem bibliotecas para todo lado, limpas e dá até gosto de ver a galera esparramada nas cadeiras e no chão lendo. Por isso vejo que o Brasil não vai sair do buraco tão cedo.
- Aqui tem carpete para todo lado. Tem carpete até no shopping.
- O povo é tão maromba, que já me pediram para abrir 3 potes de conservas, e detalhe, nenhuma vez foi mulher. :)
- Eu saquei a parada da moda aqui, não é para ficar bonito, é para ficar confortável ou com algum tipo de utilidade. Aqui é muito comum pochete. Você vê aquela mulher linda e quando olha para baixo, tá ela com o diabo de uma pochete.
- Ooooooo saudades de ver uma mulher dentro de um vestidinho canudinho.
- Não fui só eu que vi isso, mas outros brs, mas as baladas aqui são tão animadas quanto aquelas festas daqueles seus amigos nerds na casa da vó. E as músicas vão das mais atuais até backstreet boys, nsync e essas relíquias aí.
- Tem brasileiro espalhado nesse mundão mesmo, e nessa galera, espalha os filhos das putas também, oooo povinho que me dá raiva, que não enxerga o próprio umbigo.
- O povo fiji é bemmmmmmm estranho. Tem um time de rugby no hostel e pensa a zona que tá. Um dia estava eu indo para minha aula de inglês, com sono, passei pela recepção e do nada um dos técnicos, preparador físico ou sei lá eu, segura na minha mão e pergunta meu nome. Se eu tinha sono, acabou na hora e falei para ele que eu não era jogador. Ele insistiu mais duas vezes em saber qual era meu nome e falei. Ele olhou bem pra minha cara e balbuciou qualquer coisa e nem falou mais nada. Como não sabia se era algum tipo de magia, fui mais cuidadoso na hora de atravessar as ruas para a escola. :)
- Se nego não mete uma arma na minha cara, ninguém me mete medo, pode ser grande, pode ser forte, pode ser mal encarado, pode ter várias tatuagens(eu tenho também hehehehhee), nada me abala. Mas tem uns 3 mendigos maoris que tem tatuagens na cara, umas caras de malucos, com olhos esbugalhados, que eu dou um passo para trás quando eles vem na minha direção.
- Tem uns contêineres com livros, com umas cadeiras perto, que você pode ir, pegar para ler, na maior tranquilidade. E olha que o negócio funciona, pensa como deve ser bem difícil fazer isso no Brasil :/. Se fosse no Brasil, nego já tinha pichado o caralho do container e botado fogo nos livros.
- Quase dois meses, e até hoje só vi uma vez pedaço de vidro no meio da rua, era de manhã e quando voltei da aula, não tinha mais. Não presenciei batida, só passei depois de uma mulher ter ralado o carro em alguma coisa.
- Outra coisa que percebi, que não vejo muito chiclete grudado no chão, tem, mas é bemmm pouco.
- Não sei muito nos bairros, vi pouco, mas no centro, as calçadas são de asfalto também, não é aquele mosaico igual no Brasil e cheio de degrau. Aqui a parada é reta, acho que os pedestres e pessoas cegas trocariam fácil o piso tátil por esse aqui.
- As baladas não se paga para entrar... aí você fala, nossa que fera. Mas aí quando vê o preço da bebida, você entende. Uma heineken long neck, custa 9 dólares, você convertendo, dá uns 23 reais mais ou menos. Rapaz, nem em zona a cerveja é tão cara assim ehehehehehehehe Escutei a frase de um brasileiro um dia: "Quem converte, não se diverte"
- É meio consenso com o brs e os gringos que conversei, aqui não é lugar para você ganhar dinheiro, é mais para fazer uma experiência mesmo e só. Você irá viver bem, mas não ficará rico e nem sei se ia juntar muito para quando voltar para o Brasil. Geralmente o povo recomenda ir para a Austrália.
- Os brasileiros não são tão mal vistos como eu achava que era. Somos oks, nem para menos e nem para mais. Duas vezes quando tava entrando em um bar, tava acompanhado de gringos, todo mundo entrou normal, mas quando foi minha vez e eu mostrei meu passaporte brasileiro, os seguranças apertaram minha mão. :)
- Um italiano doido que dividi quarto no hostel, ficava tentando falar português e querendo falar comigo. Um dia estava passeando e parei em um fast food indiano para comer um kebab. Fiquei conversando com o atendente(detalhe, ele atendia, fazia o lanche e estava limpo o estabelecimento, isso tudo, sozinho) e aí ele perguntou da onde que eu vinha, falei que era do Brasil, e ele começou a tentar me atender com algumas palavras em português. Cara foi gente boa, e o foi melhor kebab que comi até hoje.
- Eu acho que esse negócio de calça jeans e cinta, essas paradas modelam o corpo mesmo, tem gringas que tem os rostos muitoooooo bonitos, mas o corpo passa longe do das brasileiras. As brasileiras você identifica a quilômetros aqui.
- Eu não sei se porque estou em um hostel, e geralmente tem muito bicho grilo, ou se é a vida mesmo deles. A galera aqui aproveita a vida, vive mesmo, mas tem muita gente ociosa nesse mundão. Parece que o senso de urgência no Brasil é maior, as pessoas estão sempre na loucura.
- Uma generalização absurda, mas parece que os ocidentais são mais flexíveis e os orientais mais disciplinados.
- Os chineses acham agradável quando vê alguém falando em português.
- Eu nunca vi tanto barco em toda minha vida e depois descobri que aqui é o lugar onde tem mais barcos por população. Também faz sentido, com 48 vulcões só ao redor de Auckland, se explode um, é o único jeito de vazar daqui.
- Um brasileiro sentiu a cama mexendo um dia a noite, mas até hoje eu não senti nada. Mas esses dias teve um terremoto aqui 4.4 na escala Richter perto de Wellington.
- Uma coisa que achei foda, quando tem qualquer coisa, vai policia, bombeiro, ambulância, o ministro da justiça, vai todo mundo para o lugar, é sirene para todo canto.
- Eu já sabia que existia isso, mas ver caixa eletrônico ATM no meio da rua, para tirar dinheiro a hora que quiser, é muito impressionante. Os bancos sem porta giratória, sem um policial te olhando feio. Existe um mundo melhor.
- As torneiras tem os extremos, água quente que arranca a mão fora e água gelada que deixa a garrafa suada por fora. - Uma parada foda que vi, é que muitos lugares tem boiler na cozinha, é tão mais simples fazer chá, café, miojo, água para cozinhar algo mais rápido, é muito mais prático, do que ficar esperando esquentar água.
- Descobri que Bombril é uma merda. Aqui tem uma palha de aço de verdade, que tu passa 4 vezes e limpa a panela, e aí no Brasil tu gasta o pacote inteiro de Bombril para fazer o mesmo.
- Uma coisa que achei fera, é janela com vidro duplo. Aqui é quase regra usar. No inverno, é bom que segura bem o frio, e no verão, você não gasta tanto com ar condicionado, porque ele mantém a parte de dentro bem isolada. Tu resolve dois problemas com uma coisa bem simples.
- Eu achava que seria o velhão na escola, mongol gigante no meio de um monte de gurizada. Puffff, ledo engano, se for ver os brasileiros que conheci aqui, eu estou no meio ali, conheci uma galera mais nova, mas conheci gente bem mais velha que eu. Muitos de férias e fazendo curso, uns desempregados e aproveitando a grana para estudar e passear. Isso falando dos brs, mas tem galera bem mais velha de outros países aqui.
- Sabe os mictórios, não existe uma barreira, igual aquelas pedras de mármores que separam aí no Brasil. Aqui nego mija ombro com ombro, e em uma balada que fui uma vez, um terminou e ficou abraçado no outro conversando ehehehehehehehe
- Aaaaa o dia que fui lavar a primeira vez minhas roupas. Depois de 2 semanas que tinha chegado, tava acabando minhas cuecas, e eu perguntando para os brs como era o esquema de lavar roupa aqui e ninguém sabia, até que um dia tive que meter o louco e ver como lavava. Cheguei depois da escola, passei na recepção do hostel e perguntei para a recepcionista o esquema de lavar a roupa. Perguntei se a máquina secava igual no Brasil e ela disse que sim. Peguei minhas roupas sujas, fui na lavanderia, olhei e tinha 4 máquinas, duas parecidas com as do Brasil(mas sem tampa de vidro) com a entrada virado para cima, e duas máquinas com tampas de vidro, com as entradas viradas para frente. Ai pensei, já vi umas dessas no Brasil, vou colocar nessas de vidro, para eu ver se está lavando e depois ver como está secando. Meti as roupas dentro, o sabão em pó(que vem com amaciante junto), 4 dólares e liguei a bicha. Fiquei olhando o processo, e rodava minhas roupas lá dentro, e aquele monte de pó voando lá dentro, e eu não entendendo nada. Quando olho na parte de baixo escrito Dryer. O sangue parou na hora e eu percebi a merda que tinha feito. Aqui, tu lava na máquina e depois coloca na secadora(porque aqui tem uma secadora de verdade), não tem varal para estender as roupas. Coloquei minhas roupas o mais rápido possível na lavadora, coloquei o sabão em pó, liguei e vi que estava certo. Mas o aprendizado me custou 20 minutos tirando o sabão em pó de dentro da secadora e 4 dólares :)
- Depois de 5 semanas tu deixa e falar igual um indígena, que fica buscando as palavras toda hora, e começa a falar com mais harmonia e entender melhor as outras pessoas.
- Falando nisso, muitas pessoas falam inglês aqui, mas falar o inglês correto, aí são outros 500. Como tem muito imigrante, com vários sotaques, a pronúncia e tempo verbal vai pro caralho. No começo, tinham pessoas de fora que eu olhava e pensava “Caraca, esse manja do tal do inglês”. Mas depois que eu comecei a pegar mais as nuances da conversação, e entender certos sotaques, vi que nego não falava o inglês direito. Longe de mim achar que eu sou o inglesudo, mas tem uma galera que nem está aí para aprimorar o inglês, se está entendendo, tá tranquilo.
- Na primeira semana, conheci um americano e conversando com ele, falei que o português era uma língua com algumas regras com um monte de exceção. Ele disse o mesmo, que o inglês era a mesma coisa e eu não acreditei. Hoje posso dizer que ele estava certo, o professor até fala, que o inglês é uma língua com 4 pais, o cara é Kiwi e tem perguntas que até para ele é difícil de responder. Então garotinho juvenil, que assisti filme legendado e fala que tem inglês fluente igual a Bel Pesce, você não tem, estude mais que quem sabe um dia chega lá.
- Se você não sabe muito inglês, tu consegue viver aqui. Tem gente que mal sabe falar inglês e tá vivendo aqui, como, eu não sei.
- Dentista aqui vale ouro. Quando falo que você não fica rico aqui, porque se você ganha algum dinheiro e tiver que gastar em dentista, tu vai ficar pobre. Professor mesmo disse, se você falar um oi para um dentista, ele tem cobra 10 dólares. Então é muito normal ver a galera com os dentes todos tortos e mal cuidados. Não sei se é verdade, mas a escassez de dentista aqui, se dá porque não tem um curso fixo de dentista igual no Brasil, ele precisa fazer medicina para exercer a profissão.
- Um país do tamanho do Mato Grosso do Sul e com a população de 4.4 milhões de pessoas, tem uma escassez grande de alguns tipos de profissionais aqui, e certas coisas são muitooooo caras por causa disso. Isso me revolta com o Brasil, porque tem muito mais recursos e muitoo mais gente, e os serviços são pífios.
- Não existe aquele monte de cabo de energia em poste, é tudo subterrâneo. Depois de 2 meses, não vi uma oscilação de energia, acabar energia então, nem se fala. O negócio funciona mesmo, e me dá raiva do Brasil, porque a gente fica secando gelo ao invés de resolver o problema. Aqui chove direto, vento é muito forte e nada de oscilação de energia. Aí no Brasil, dá um ventinho, cai poste e duas horas sem energia, é o fim da picada.
- Tiveram umas 2 semanas que chovia 2 horas e fazia sol duas horas, assim o dia inteiro. Mas tinha vezes que chovia o dia inteiro, mas aqui é tão tranquilo, que até a chuva é tranquila. Apesar do vento forte, não é igual no Brasil, que arrasta o barraco da galera.
- Como disse, aqui chove pacasssss, mas até hoje não vi um raio e não escutei um trovão, é muito estranho. Em Campo Grande, tu tem que tomar cuidado para não tomar um raio na cabeça em um dia ensolarado.
- Eu achava que tinha bastante malucos e “bicho grilo” em Floripa, mas aqui ganha fácil. E sem contar, que aqui tem muito mendigo, e algumas vezes os mendigos são de boa para trabalhar, mas deve ser uma profissão, ser mendigo.
- Aqui o país é tão evoluído, que mendigo tem celular e tablet, e um dia vi um mendigo jogando clash of royale deitado na calçada
- Os russos são mais parecidos com a gente do que eu imaginava. A gente acha eles doidos, mas eles acham a gente doidos.
- Conversando com pessoas de outros países, percebi que nosso país é perigoso pra caralho, tem um monte de bicho peçonhento, onça e o diabo a 4, acho que para rivalizar a gente, só Austrália e a África.
- Dos asiáticos, os que são da zoeira igual os Brs HUE HUE, são os coreanos.
- Descobri que nossa zoeira não tem limites, mas tem um povo que realmente não tem limite para as coisas, que são os Irlandeses. Os caras bebem e quebram tudo, os caras são muito doidos. Não que pessoas de outras nações não fazem o mesmo, mas os irlandeses algumas vezes perdem a mão.
- Se quiser comprar eletrônicos, aqui não é o lugar certo. Andei pesquisando alguns aparelhos, e no Brasil estão mais em conta, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, E quando você acha aqui também. Tem essa, na rua principal de Auckland, tem 3 lojas de eletrônicos, e nem tem tanta coisa. Fiquei impressionado com a escassez de lojas desse tipo, ainda mais no centro da cidade. Em Campo Grande e em Floripa, tu anda no centro e tem loja de eletrônicos, casas bahia e caramba em cada esquina.

Lógico que tudo o que escrevi, pode mudar de pessoa para pessoa aqui, mas é minha opinião e o que pude observar. Tem mais coisas, mas o sentimento é que cada escolha, tem uma renuncia. Vi que nós somos mais ricos do que pensamos, nossa classe média, algumas vezes é muito mais rica perto de pessoas em outros países em situação similar. Não sei em outros países como os EUA, Canadá, Austrália, etc, apesar da educação da Nova Zelândia estar entre os tops 5 do mundo e ter bons serviços essenciais, tem certos problemas, e um dia, um brasileiro falou que aqui não é país de primeiro mundo, no máximo segundo mundo, e me deu algumas características de outros países que ele já visitou e tive que concordar com ele sobre isso. Mas uma coisa que fiquei sabendo da história daqui, que há 30 anos atrás, o país sofria de corrupção tão o mais que o Brasil. Então eles colocaram uma tolerância zero para tudo, e o país vem crescendo vertiginosamente. Pude ver que as coisas não são impossíveis, se o povo brasileiro em conjunto com o governo fizessem estradas que durassem bastante anos, que fizessem uma malha de energia melhor, uma malha ferroviária boa, que pensasse em fazer as coisas antes, já melhoraria absurdamente a vida do brasileiro. Mas quando vejo esse bando de comunista de Facebook, delegada prendendo policial por fazer seu trabalho, Lula e mais uma pá de bandido solto, sei não se a gente levaria só 30 anos para melhorar o país.

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